A aorta é a maior artéria do corpo humano, sendo responsável por distribuir o sangue rico em oxigênio para todo o corpo. Por ser fundamental para o organismo humano, quando o revestimento da aorta se rompe ocorre o que chamamos de dissecção da aorta, uma emergência médica que se não tratada pode levar a óbito na maior parte dos casos.

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Para corrigir o problema, o tratamento de dissecção de aorta deve ser realizado cirurgicamente com o intuito de remover a maior área possível da aorta dissecada, fechar o canal que foi rompido e reconstruir a parte da aorta que sofreu dissecção. Entenda melhor como é a cirurgia em nosso artigo, que conta com a participação do Dr. Gilberto Galego, cirurgião vascular e endovascular da Coris!

O que é dissecção de aorta?

Antes de abordar o tratamento de dissecção de aorta, o Dr. explica do que esse problema se trata: “As artérias têm 3 camadas: a adventícia, média e íntima, que é mais interna. No caso de uma dissecção, ocorre uma separação dessas camadas, e o sangue penetra para a rachadura formada, fazendo uma separação entre a camada íntima e a média”.

Consequentemente, o sangue começa a percorrer um caminho errado no corpo do paciente. “Isso pode provocar uma ruptura ou o crescimento do vaso, que pode resultar em um aneurisma”, alerta o Dr. Gilberto. Ele ainda ressalta que quando a dissecção chega até o ramo de uma artéria pode entupir o ramo e causar graves complicações no local afetado.

Qual é o tratamento para dissecção de aorta?

Segundo o Dr. Gilberto, a dissecção de aorta está muito associada a pacientes que sofrem com hipertensão arterial. Nesses casos, o ideal é tratar a hipertensão com medicamentos e hábitos de vida saudáveis que ajudam a controlar a pressão alta.

No entanto, quando ocorre a dissecção de aorta é preciso recorrer ao tratamento cirúrgico. O procedimento consiste na colocação de uma endoprótese, que será fixada dentro da artéria que sofreu dissecção. O Dr. esclarece que “a endoprótese é responsável por abrir a artéria e grudar de volta a separação dos vasos. Com isso, o sangue vai passar por dentro do tubo e não mais pela camada média e íntima”, conclui.

O grande benefício do tratamento de dissecção de aorta é promover o fornecimento adequado de sangue ao corpo, além de estabilizar o fluxo e a pressão de sangue na área e proteger a aorta de possíveis aneurismas.

Como o procedimento é realizado?

Para a colocação da endoprótese, o cirurgião passa um fio longo e fino pela artéria femoral,  localizada na virilha, até chegar na área de dissecção. Em seguida, a endoprótese – uma espécie de tubo oco – é deslizada até chegar no interior da área danificada da aorta. Por fim, o tubo é aberto para formar um canal estável para o fluxo sanguíneo.

O Dr. explica que a identificação da área afetada é realizada por um exame de Raio X para, em seguida, dar início ao tratamento de dissecção de aorta. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, com duração média entre 3 e 6 horas.

Existe contra-indicação?

O método de identificação da artéria afetada pode ser contra-indicado em alguns casos. Segundo o Dr. alguns pacientes não devem realizar o exame de Raio X: “Quando o paciente sofre com disfunção renal não deve-se usar contraste. Uma solução seria utilizar ultrassom ou ecocardiograma para identificar onde está a dissecção”, aponta. Além disso, pacientes grávidas também não devem se submeter ao procedimento.

Apesar de ser minimamente invasivo, o tratamento cirúrgico de dissecção de aorta pode apresentar alguns risco ao paciente, sendo que o principal é o rompimento da parede do vaso durante o deslocamento do tubo.

O diagnóstico da Coris

Atualmente, existem protocolos específicos para a realização do diagnóstico e tratamento de dissecção de aorta. Para pacientes com dor torácica – que é uma das primeiras manifestações de dissecção – é importante que o protocolo de investigação desse sintoma passe por uma série de etapas.

No pronto-atendimento da Coris, esse protocolo já está implementado. “Quando recebemos pacientes com dor torácica, fazemos Raio X de tórax e eletrocardiograma para identificar possíveis alterações e, por fim, realizamos uma tomografia, que é o exame que pode identificar a dissecção de aorta”, finaliza o Dr. Gilberto.

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Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4874 / RQE 10553

O Dr. Gilberto Galego é membro da equipe Coris Vascular. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-1988) e concluiu o seu doutorado em Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1992). É professor adjunto da UFSC, cirurgião vascular e endovascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Marque a sua consulta com o Dr. Galego aqui na Coris Vascular! Fone: (48) 3322-1043 | (48) 9.8842-6181 (Whatsapp)   Ver Lattes

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