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A doença carotídea é uma doença caracterizada pela obstrução das artérias carótidas, impedindo o correto fluxo sanguíneo na região cerebral e aumentando os riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Para a correção do problema, a angioplastia de carótida é um dos procedimentos cirúrgicos mais utilizados pelos profissionais da saúde. 

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Apesar de a cirurgia aberta ser recomendada em alguns casos, a angioplastia demonstra ser uma técnica que apresenta mais vantagens ao paciente, sobretudo no período pós-operatório. Continue a leitura e saiba mais sobre o procedimento!

O que é e como é feita a angioplastia de carótida?

A angioplastia de carótida é uma técnica cirúrgica realizada com o objetivo de dilatar o estreitamento nas artérias, causado pelo acúmulo de placas de gordura. O procedimento é considerado minimamente invasivo e oferece riscos mínimos ao paciente.

Para sua realização, o cirurgião faz uma pequena punção na região inguinal do paciente para inserir um cateter que será direcionado até o local da artéria obstruída. O cateter possui um pequeno dispositivo de proteção cerebral que é fixado dentro da carótida para evitar que subam pequenos fragmentos de placas ou coágulos durante o procedimento.

Ao chegar na lesão da artéria, o profissional infla o balão presente no cateter e, em seguida, coloca um stent – espécie de mola metálica – na parede da artéria para dilatar o estreitamento no local e permitir a correta passagem de sangue na região. Dessa forma, evita-se o risco de graves complicações, como o AVC.

Ao final da cirurgia, o cateter é retirado e o cirurgião realiza a oclusão do local onde foi feita a punção. O procedimento dura, em média, 30 minutos e pode ser realizado sob anestesia geral ou local, dependendo da recomendação médica. 

Qual a indicação do procedimento?

A angioplastia de carótida é indicada para diminuir os riscos da ocorrência de um Acidente Vascular Cerebral no futuro. Contudo, é preciso realizar um diagnóstico preciso para avaliar se o  procedimento é indicado para um determinado paciente, já que a operação cirúrgica não é recomendada para todos os casos de doença carótida. 

Pacientes com placas com grau de obstrução inferior a 50% devem realizar tratamento medicamentoso e acompanhamento médico frequente para avaliar a evolução do quadro. A cirurgia, tanto a angioplastia quanto a tradicional, só devem ser realizadas quando o grau de obstrução é maior que 70%.

Além disso, é preciso considerar outras variáveis para avaliar se o procedimento realmente deve ser realizado. Dentre elas, podemos citar:

  • idade;
  • alto risco de AVC;
  • presença de lesões cerebrais do mesmo lado da doença carotídea;
  • estado neurológico do paciente;
  • baixa taxa de complicações após o procedimento.

Quais são os riscos da angioplastia de carótida?

Apesar de ser minimamente invasivo e considerado bastante seguro, a cirurgia de angioplastia pode apresentar alguns riscos ao paciente, como:

Quais são os cuidados no período pós-operatório?

O pós-operatório da angioplastia de carótida costuma ser bem tranquilo e possibilita uma rápida recuperação. Nas primeiras 24 horas, o paciente deve permanecer internado – geralmente na UTI – para observação médica e controle da pressão arterial, já que esta pode elevar-se logo depois da realização do procedimento.

Após esse período, o paciente é conduzido a um quarto de enfermaria ou unidade de menor complexidade. Em grande parte dos casos, a alta ocorre em 2 dias e o paciente pode retornar para casa para continuar sua recuperação.

É importante seguir todas as orientações médicas à risca para evitar qualquer tipo de complicação e garantir o sucesso da operação. Recomenda-se manter a área da punção sempre seca e limpa, a fim de evitar infecções no local.

Durante a primeira semana, é recomendado que o paciente permaneça em repouso e opte por uma dieta, preferencialmente, com baixo teor de gordura e rica em frutas, verduras e legumes. Ao notar qualquer sintoma anormal, orienta-se buscar ajuda médica imediata.

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Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4089 / RQE 10592

Médico graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1985. Realizou o doutorado em Medicina e Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1991).   Ver Lattes

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