Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBAVC), cerca de 35% da população adulta apresenta varizes nos membros inferiores, em maior ou menor grau. Em se tratando de varizes na gravidez, esse número é ainda maior, uma vez que cerca de 45% das brasileiras sofrem com a complicação durante a gestação, ainda de acordo com a SBAVC.

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Em grande parte dos casos, as varizes na gravidez provocam apenas desconforto estético e sintomas característicos de pacientes adultos que sofrem com o problema: sensação de peso, queimação nos membros inferiores e inchaço na região. Apesar de não representar riscos para a saúde da mãe e do bebê, alguns casos mais graves podem causar sérias complicações de saúde, necessitando de tratamento especializado.

Para que você tenha uma gestação tranquila e segura, convidamos o Dr. Gilberto Galego, cirurgião vascular e endovascular da Coris, para explicar as principais questões que envolvem as varizes na gravidez. Acompanhe!

Quais as causas das varizes na gravidez?

Durante a gestação, o corpo da mulher sofre diversas mudanças que podem resultar no aparecimento das varizes. O Dr. Gilberto aponta as duas principais causas para o problema:

Útero gravídico

O útero gravídico nada mais é do que o útero que está em processo de gestação de um feto. A mudança em sua estrutura pode afetar a circulação venosa nas mulheres grávidas,  conforme explica o Dr Gilberto: “O útero gravídico aumenta o volume do abdômen e provoca ou dificulta o retorno venoso do sangue das pernas para o coração, podendo alargar as veias e causar varizes nos membros inferiores”.

Alterações hormonais

Durante a gravidez, toda mulher sofre com elevações nos níveis de progesterona, que também podem favorecer o aparecimento de varizes. O Dr. explica o motivo: “O aumento de hormônios provoca fragilidade nas paredes dos vasos, além de promover uma vasodilatação, representando um motivo adicional para o aparecimento de varizes na gravidez”. 

As varizes desaparecem depois da gravidez?

Após a gravidez, as varizes tendem a desaparecer em cerca de 3 meses, uma vez que o corpo da mulher para de sofrer com as mudanças que ocorreram durante o período gestacional. Contudo, o desaparecimento completo depende do tamanho, da quantidade e do local em que as varizes apareceram. Em alguns casos, pode ser indicado tratamentos específicos para eliminar os vasos varicosos que permanecem após a gestação.

Como prevenir?

Apesar de não ser possível controlar todas as mudanças que ocorrem no corpo da mulher durante a gravidez, alguns cuidados essenciais ajudam a evitar o aparecimento de varizes durante esse período. Saiba o que você pode fazer!

  • Controle o peso corporal: é comum que a gestante ganhe peso durante a gravidez, mas é importante  manter o peso ideal para evitar o surgimento de varizes.
  • Faça uso de meias elásticas: as meias elásticas devem ser usadas desde o início da gestação. Existem meias especiais próprias para pacientes gestantes.
  • Pratique atividades físicas: a prática de exercícios físicos regularmente facilita o retorno venoso, além de ajudar a não ganhar peso em excesso. Uma simples caminhada três vezes durante a semana já é o suficiente para evitar as varizes na gravidez.

Tratamento

Durante os 9 meses de gestação, a recomendação é que o tratamento seja feito clinicamente para evitar maiores complicações à saúde da mãe e do bebê. Segundo o Dr. Gilberto, o tratamento cirúrgico só é recomendado em casos muito graves.

O Dr. também alerta para a necessidade de tratar as varizes antes de engravidar, caso a paciente sofra com esse problema: “Para quem sofre com varizes volumosas, o ideal é tratá-las antes de engravidar. Se a paciente tem varizes e engravida, existe um risco aumentado de complicações mais graves”.

Complicações de varizes na gravidez

Pacientes que sofrem com varizes e engravidam podem desenvolver flebite, ou em casos mais graves, trombose. O Dr. explica que a “flebite ocorre quando há formação de um coágulo dentro do vaso. Se temos uma veia varicosa que está dilatada, a paciente tem maior probabilidade de desenvolver o coágulo”. 

Já a trombose é uma complicação ainda mais grave, podendo bloquear um vaso sanguíneo parcialmente ou totalmente, causando o risco de embolia pulmonar, que por sua vez, pode levar a paciente à óbito caso não seja tratada adequadamente.  

Gostou do nosso artigo? Aproveite para saber mais sobre os perigos e o alerta das dores nas pernas ao caminhar. Boa leitura!

Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4874 / RQE 10553

O Dr. Gilberto Galego é membro da equipe Coris Vascular. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-1988) e concluiu o seu doutorado em Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1992). É professor adjunto da UFSC, cirurgião vascular e endovascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Marque a sua consulta com o Dr. Galego aqui na Coris Vascular! Fone: (48) 3322-1043 | (48) 9.8842-6181 (Whatsapp)   Ver Lattes

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