Considerado um grande avanço na medicina, a endoprótese tem evoluído ao longo dos anos para proporcionar um tratamento eficaz e minimamente invasivo a pacientes que sofrem com diversas doenças, sobretudo o aneurisma de aorta abdominal. O dispositivo atua como uma pequena armação de metal dentro de sua aorta, fornecendo o suporte necessário para o correto funcionamento da artéria.

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Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo – em que é necessário realizar apenas uma pequena punção na virilha do paciente – que dispensa a necessidade de um grande corte no abdômen, como ocorre na cirurgia tradicional, a endoprótese se consolidou como uma alternativa muito utilizada na área da medicina.

A evolução da endoprótese

Por mais que o tratamento com endoprótese ainda esteja em evolução, o emprego de próteses endovasculares remonta há mais de 50 anos. Em 1969, Dotter sugeriu o conceito do reparo de aneurismas através da inserção percutânea de uma prótese endovascular. Contudo, foi em 1990 que Parodi conseguiu, de forma pioneira, comprovar o sucesso no tratamento de aneurismas de aorta abdominal utilizando uma endoprótese expandida por balão.

Com isso, o método da cirurgia tradicional comumente realizado até então deu espaço à essa nova técnica que proporciona mais vantagens para os pacientes. Se antes o procedimento era considerado super invasivo, a utilização da endoprótese permitiu a utilização de técnicas minimamente invasivas, desde a utilização de equipamentos de imagem para diagnóstico até a implantação do dispositivo.

A partir da década de 2000, o procedimento começou a sofrer modificações a partir da perspectiva do paciente. Com o avanço da medicina e da bioengenharia,  esses dispositivos têm se tornado cada vez mais eficazes, sendo incorporados pelo organismo sem qualquer tipo de rejeição.

Atualmente, as endopróteses possuem uma vasta variação de especificações para tratar diferentes doenças e suprir às necessidades de cada paciente. Elas podem ser auto expansíveis ou expansíveis com uso de balão , podendo apresentar forma tubular, aorto uni-ilíaca ou, mais comumente, aorto bi-ilíaca.

Como funciona a cirurgia de endoprótese?

A endoprótese é formada por um conjunto de dispositivos que, juntos, atuam para reforçar a parte fraca das artérias ou veias. Para a inserção da endoprótese, o cirurgião utiliza um cateter inserido por meio de uma punção na virilha que levará os stents – uma espécie de dispositivo metálico – até a região a ser operada.

Os stents, por suas vez, são os responsáveis por dar maior fixação às partes dos vasos comprometidas e evitar rupturas que podem causar sérias complicações à saúde do paciente. Usando radiografias, o cirurgião consegue encontrar a localização exata do aneurisma e com o auxílio de um monitor direciona o cateter até o local. 

Assim que chega à parte fraca da artéria, a endoprótese é lentamente liberada e o cateter é retirado. Em seguida, a endoprótese se expande para o tamanho adequado, encaixando-se na aorta acima e abaixo do aneurisma.

Quais doenças podem ser tratadas pela endoprótese?

A endoprótese é comumente utilizada para tratar o aneurisma de aorta abdominal, uma condição caracterizada pela dilatação desta artéria que pode comprometer o correto fluxo sanguíneo e resultar em consequências graves, podendo até mesmo causar o óbito do paciente caso haja ruptura.

O tratamento é realizado por meio de uma endoprótese desenvolvida exclusivamente para o problema, mas existem outros dispositivos utilizados para tratar diversas condições que podem acometer a saúde vascular do paciente. Confira quais problemas podem ser tratados com a endoprótese:

  • lesão periférica;
  • trauma em artéria;
  • hemorragia;
  • trombose;
  • embolia;
  • fístulas;
  • malformações arteriovenosas, etc.

Para quem é indicado?

Hoje, a endoprótese é um tratamento que está se tornando bastante conhecido na área da medicina vascular. Muitos pacientes que necessitam de tratamento especializado já chegam ao consultório solicitando o tratamento por meio desta técnica.

De fato, a endoprótese possui restrições mínimas – como ser maior de 18 anos de idade, não estar grávida e estar saudável para se submeter ao procedimento – e pode ser realizada por qualquer paciente que se enquadre nestes requisitos.

Para pacientes que fazem parte do grupo de risco, ou seja, aqueles que apresentam chances de complicações para a cirurgia convencional ou são muito idosos, o procedimento é ainda mais indicado. Contudo, vale ressaltar que alguns casos raros podem ser tratados somente com a cirurgia convencional. 

Quais os benefícios para o paciente?

Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia para colocação da endoprótese é, significativamente, muito mais vantajosa para o paciente, sobretudo no período pós-operatório, já que oferece muito menos riscos e complicações.

Para se ter uma ideia, a cirurgia convencional para tratar o aneurisma de aorta abdominal era realizada por meio de uma grande incisão na região do abdômen. No pós-operatório, o paciente precisava ficar internado por cerca de uma semana, utilizando uma sonda no nariz e, muitas vezes, a recuperação era lenta e dolorosa.

Por outro lado, o tratamento com a endoprótese é praticamente ambulatorial, ou seja, o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Dessa forma, sua rotina mantém-se praticamente inalterada e ele pode voltar para suas atividades diárias rapidamente. 

Cuidados após a colocação da endoprótese

Na maioria dos casos, os pacientes podem ter uma vida normal após a colocação da endoprótese. No entanto, pacientes que sofrem com aneurisma de aorta abdominal apresentam um risco aumentado de entupimento das artérias e doenças cardíacas. Para garantir ainda mais sucesso ao tratamento, é importante adotar hábitos de vida saudáveis, como:

  • parar de fumar;
  • manter uma dieta equilibrada;
  • praticar exercícios físicos regularmente;
  • procurar manter o peso ideal.

Além disso, é preciso que o paciente seja monitorado pelo menos uma vez ao ano durante toda a vida. O monitoramento é realizado por meio de exames clínicos e de imagem, como a tomografia computadorizada. 

Coris é especialista em desenvolvimento e tratamento com endopróteses

Reforçando nosso compromisso em ir além do diagnóstico e tratamento, a Coris possui forte atuação na área de pesquisa medicinal, sendo uma das pioneiras no desenvolvimento de endopróteses na América Latina. Em 1990, um cirurgião argentino desenvolveu um dispositivo para tratar o aneurisma da aorta abdominal, que antes só era tratada por cirurgia convencional. 

Contudo, durante os anos de 1995 e 1996, o Dr. Pierre Galvagni, cirurgião vascular e endovascular da Coris, juntamente a uma equipe de engenheiros, desenvolveu um dispositivo com algumas inovações tecnológicas que gerou propriedade intelectual.

Denominado Apolo, foi o primeiro dispositivo a ser utilizado no tratamento de aneurisma de aorta abdominal em toda a América Latina. O primeiro implante foi realizado em 1998. Ao longo dos anos, o dispositivo sofreu modificações para se tornar ainda mais eficaz e, atualmente, cerca de 60 a 70% dos aneurismas são tratados com esses dispositivos.

Inovando ainda mais, a Coris criou uma empresa denominada “Archo – Design for Health” para desenvolver um dispositivo que será utilizado no tratamento de aneurisma de aorta ascendente. A doença afeta uma área difícil de ser tratada e, atualmente, não existe nenhum tratamento específico para o problema.

O dispositivo ainda está em uma fase pré-clínica e não há previsão de lançamento no mercado. No entanto, vale ressaltar que a Coris, mais uma vez, está sendo pioneira e buscando inovação para tratar graves complicações vasculares.

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