isquemia

A isquemia acontece com a obstrução das artérias,  determinando, de forma significativa, uma redução no fluxo de sangue e de oxigênio em alguma região do corpo. É possível que o evento isquêmico aconteça em qualquer parte do corpo humano, podendo ocasionar graves lesões aos tecidos acometidos, com significativas sequelas e, até mesmo, a morte.

Mas o que será que causa a isquemia?

Quais são os sinais que identificam a isquemia?

Os sinais clínicos de isquemia estão relacionados com a obstrução da circulação de determinado órgão ou região do corpo, podendo ocorrer de forma muito rápida e abrupta (isquemia aguda) com manifestações geralmente intensas e graves, ou de forma progressiva e lenta (isquemia crônica) com manifestações geralmente moderadas e com evolução de semanas a meses.

Quando a obstrução ocorre gradualmente, o organismo tende a compensar o problema, fornecendo irrigação à região afetada por outras artérias. Quando o caso é súbito, não existe essa compensação e os sintomas são bastante evidentes e severos.

Veja como acontece a isquemia em determinadas regiões específicas:

  • isquemia no coração: provoca angina de peito, ou seja, uma dor forte na região torácica, que pode aparecer com esforço físico e tende a aliviar com o repouso. Caso nessa situação a isquemia seja súbita, é possível que haja um infarto do miocárdio;
  • isquemia nos intestinos: quando as artérias sofrem com processo de obstrução gradual , os sintomas são mais amenos e progressivos, principalmente com dores após as refeições. Esse quadro pode ser seguido de perda de peso, em decorrência do receio que o paciente apresenta de se alimentar, devido a dor. No caso de uma obstrução aguda determinando uma  isquemia súbita, é possível ocorrer gangrena intestinal. Esta é uma situação clínica muito severa, com necessidade de cuidados médicos imediatos e com alto risco de complicações graves, inclusive morte;
  • isquemia no cérebro: nos casos de eventos  súbitos, a isquemia desencadeia o acidente vascular cerebral (AVC). Este requer atendimento médico-hospitalar imediato, em Centro de Referência para AVC, pois as sequelas podem ser bastante graves e debilitantes.

Saiba identificar a isquemia de membros inferiores

A isquemia de membros inferiores acontece quando a irrigação sanguínea das pernas é diminuída em decorrência da obstrução das artérias.

A isquemia de membros inferiores desencadeia alguns sintomas característicos. Principalmente a dor na panturrilha durante o caminhar e que alivia com o repouso. As distâncias para iniciar a dor na panturrilha podem ser bastante variáveis entre os doentes, podendo se manifestar a curtas distâncias ou a longas distâncias. O fato é que geralmente a dor vai se apresentar repetidamente de forma semelhante no mesmo paciente, e pode piorar ou ocorrer em menores distâncias quando o indivíduo vai caminhar de forma mais rápida ou subir uma ladeira. Em casos mais graves e severos, os sintomas podem evoluir para dor mesmo em repouso ou, até mesmo, a perda do tecido, com feridas, necrose ou gangrena.

Todo paciente com sintomas de isquemia de membros inferiores deve ser avaliado e acompanhado por um médico especialista em Cirurgia Vascular.

Como a isquemia pode ser tratada?

O tratamento será variável com o tipo de isquemia, referente a região afetada e a respectiva gravidade do caso. Em todas as situações, é importante controlar os fatores de risco:

  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • hipertensão arterial;
  • níveis altos de colesterol;
  • idade avançada;
  • tabagismo;
  • aterosclerose;
  • diabetes;
  • histórico familiar de doença cardiovascular.

De forma geral, os tratamentos para a isquemia serão voltados para melhorar o fluxo sanguíneo dessas áreas afetadas. Além do uso de medicamentos mais diretamente relacionados com a circulação, há a indicação de remédios para o controle do colesterol, bem como outras doenças, e analgésicos para desconfortos maiores.

Alguns pacientes poderão, por parte do especialista, ter  indicações de procedimentos cirúrgicos. Dentre os quais pode-se destacar:

  • angioplastia: onde as artérias obstruídas serão dilatadas por meio de um balão. E, por vezes, necessitando o implante de um stent metálico para reforço na parede arterial;
  • cirurgia de bypass: que cria alternativas de irrigação nas regiões atingidas, por meio de desvios da circulação nas áreas obstruídas;
  • endarterectomia: cirurgia para a remoção das placas de aterosclerose.

Portanto, para prevenir a isquemia é importante observar os fatores de risco e consultar-se com um especialista. Lembre-se que o diagnóstico precoce ajuda na eficácia do tratamento. Entre em contato com nossa equipe em caso de dúvidas.

Material escrito por:
Cirurgião Vascular - CRM 16481/ RQE 14117 e 14116

Formado em Medicina  pela  Universidade  do  Vale  do  Itajaí  (2010). Especialista em Cirurgia  Geral e Cirurgia  Vascular no Hospital  Universitário Professor  Polydoro  Ernani  de  São  Thiago  -  (UFSC)  Florianópolis  SC. Atua com Angiorradiologia  e Cirurgia  Endovascular  na  CORIS  Medicina  Avançada.   Ver Lattes

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