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Classificadas como uma extensão da aorta, as artérias carótidas são responsáveis por realizar o fluxo sanguíneo no cérebro. Como qualquer artéria do corpo, as carótidas podem sofrer alterações que levam ao desenvolvimento da estenose da artéria carótida, uma condição grave que pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

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O AVC – popularmente conhecido como derrame – é uma das principais causas de morte no Brasil, sendo potencialmente fatal em casos de demora no diagnóstico e tratamento. Como o problema pode surgir em decorrência da estenose da artéria carótida, vamos esclarecer as principais informações sobre a doença para que você possa compreender suas principais causas, sintomas e tratamentos. Acompanhe!

O que é estenose da artéria carótida?

Trata-se de uma doença caracterizada pela obstrução parcial ou total das artérias carótidas. Devido ao estreitamento provocado pela obstrução, ocorre um aumento da velocidade sanguínea, fazendo com que pequenos fragmentos de placa ou coágulos possam entrar no cérebro e resultar em derrame.

Causas

A principal causa da estenose da artéria carótida é a aterosclerose – uma doença que provoca a degeneração da parede das artérias devido à presença de placas de gordura. À medida que as placas vão se acumulando, as artérias passam a ficar cada vez mais obstruídas e estreitas, resultando no quadro de estenose.

Normalmente, a estenose atinge pacientes do sexo masculino acima de 80 anos e que apresentam fatores de risco que aumentam as chances do aparecimento da doença. Os principais são:

  • histórico familiar;
  • hipertensão arterial;
  • tabagismo;
  • diabetes;
  • colesterol alto;
  • obesidade;
  • sedentarismo.

Sintomas

Assim como as demais doenças que afetam as artérias do corpo humano, a estenose da artéria carótida não provoca sintomas nos estágios iniciais e pode passar despercebida por vários anos até que a obstrução se torne acentuada a ponto de ocasionar um Acidente Vascular Cerebral.

Portanto, muitos casos só são percebidos quando o paciente apresenta os sintomas característicos de AVC, que incluem:

  • dor de cabeça súbita e intensa;
  • dormência e fraqueza nos membros (geralmente em apenas uma parte do corpo);
  • dificuldade para falar;
  • dificuldade para enxergar;
  • tontura ou perda de equilíbrio súbita.

Diagnóstico

A estenose da artéria carótida pode ser diagnosticada a partir da suspeita de sopro carotídeo, uma condição caracterizada pelo turbilhonamento do sangue ao passar por uma área afetada pela estenose arterial. 

Contudo, por ser assintomática em grande parte dos casos, o diagnóstico da estenose da artéria carótida, geralmente, só é realizado após a manifestação clínica dos sintomas do AVC. Nesses casos, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e salvar a vida do paciente. Portanto, ao notar os primeiros sintomas, busque atendimento médico de urgência.

A confirmação da doença pode ser obtida por meio da realização do exame de Eco-Color Doppler e – dependendo do grau de estreitamento – o médico pode solicitar a realização de uma tomografia ou cateterismo para chegar a um diagnóstico conclusivo.

Tratamento

O tratamento da estenose deve ser individualizado, sempre considerando o tamanho da obstrução e do estreitamento apresentado pelas artérias carótidas. Se a lesão for pequena, o tratamento clínico, realizado à base de medicamentos específicos, pode ser suficiente para combater o problema. 

A grande maioria dos casos, no entanto, exige tratamento cirúrgico. A operação pode ser realizada por meio da cirurgia tradicional ou endovascular. Esta última é mais vantajosa por oferecer menos riscos e um período de recuperação mais rápido ao paciente.

Para a realização do procedimento endovascular – denominado angioplastia – é feito uma pequena punção na região inguinal por onde será introduzido um cateter com um balão e um dispositivo de proteção para evitar que qualquer substância suba para o cérebro. 

Após a dilatação do balão, o cirurgião coloca um stent – uma espécie de mola metálica – responsável por dilatar o estreitamento da artéria e fazê-la retornar ao seu tamanho original. Dessa forma, o procedimento corrige as alterações que comprometem o correto fornecimento de sangue ao cérebro e eliminar o risco de o paciente sofrer um Acidente Vascular Cerebral

A angioplastia é considerada minimamente invasiva, dura cerca de 30 minutos e o paciente pode retornar para casa no mesmo dia e retomar suas atividades cotidianas, uma semana após a realização do procedimento.

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Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4089 / RQE 10592

Médico graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1985. Realizou o doutorado em Medicina e Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1991).   Ver Lattes

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