avc isquemico

O AVC isquêmico ocorre quando há fornecimento inadequado de sangue em uma área do cérebro, causada por uma obstrução na artéria. Sem a correta circulação sanguínea, que transporta oxigênio e nutrientes, o tecido cerebral pode morrer em poucas horas, ocasionando óbito ou sequelas graves ao paciente, quando não tratado e diagnosticado rapidamente.

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Responsável por 85% dos casos, o AVC isquêmico é o tipo mais comum da doença e subdivide-se em 5 subtipos. Para apresentar cada um deles, convidamos o Dr. Pierre Galvagni, cirurgião vascular e endovascular da Coris, que explica características e particularidades de cada um deles. Acompanhe!

Quais são os tipos?

Apesar de os sintomas serem parecidos em todos os tipos de AVCs isquêmicos, eles se diferem, principalmente, em relação à causa. Conheça os 5 tipos da doença!

AVC isquêmico lacunar

Ocorre quando o vaso da artéria que liga uma determinada área do cérebro está ocluída por um tronco: “Isso acontece a partir de uma inflamação do endotélio, que causa oclusão do vaso, favorecendo o aparecimento de uma área sem circulação no cérebro”, explica o Dr. Pierre.

A maioria dos casos é muito discreto, o que pode causar diagnóstico tardio. Contudo, o doutor afirma que alguns exames podem auxiliar a identificar o problema: “Muitas vezes, o AVC isquêmico lacunar não causa sintomas, mas pode ser achado em uma exploração de imagem, como tomografia ou ressonância. Além disso, dependendo da extensão, os sintomas vão aparecer”, ressalta.

AVC isquêmico aterotrombótico

O Dr. Pierre explica que esse tipo de AVC está relacionado à aterosclerose, uma doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores: “A principal causa é a doença vascular arterial ou aterosclerótica, que ocorre quando há uma alteração nas paredes dos vasos, formando umas placas que agregam elementos do sangue”. elucida. 

O especialista ainda aponta como as placas podem resultar em um AVC: “Uma placa pode se soltar, levando pequenos coágulos ou fragmento da placa até a circulação cerebral. Quando esses elementos forem maiores que o vaso onde está circulando, vão ficar presos nas região e causar oclusão”. 

Trata-se de um dos tipos de AVC bastante frequente, sendo que, na maioria das vezes, afeta pessoas com fatores de risco. “As principais vítimas são pessoas que já sofreram infartos, são hipertensos, sedentários ou fumantes”, afirma o doutor.

AVC isquêmico cardioembólico

Ocorre a partir de um pequeno coágulo ou fragmento que parte de uma das câmaras cardíacas e percorre a circulação arterial até chegar ao cérebro e obstruir alguma artéria. O Dr. Pierre afirma que esse tipo de AVC é decorrente de problemas cardiovasculares: “Algumas doenças cardíacas podem favorecer coágulos dentro do coração e podem viajar espontaneamente depois de uma arritmia ou infarto, por exemplo”, explica.

AVC isquêmico de outra etiologia

É o tipo menos frequente e, geralmente, é mais comum em pacientes jovens. O doutor explica quais são as causas principais: “Esse tipo de AVC está relacionado a pequenos traumas, dissecções arteriais, distúrbios da coagulação e doenças inflamatórias”. 

AVC isquêmico criptogênico 

Se manifesta clinicamente, mas a causa não é identificada, mesmo após investigação criteriosa.

Principais sintomas

Como os sintomas do AVC são os mesmos para os diferentes tipos da doença, procure ajuda médica o mais rápido possível, assim que identificar um dos sinais abaixo:

  • falha repentina na visão;
  • perda de força nos membros, tanto na perna quanto no braço ou nos dois, sempre do mesmo lado do corpo;
  • sensação de formigamento em um dos lados do corpo, parecido com a sensação de uma anestesia em procedimentos dentários;
  • boca torta, puxando para um dos lados;
  • dificuldade para falar e movimentar a língua;
  • dor de cabeça súbita e intensa;
  • vômito e náuseas.

Quer saber mais sobre as especialidades e experiências do Dr. Pierre Galvagni? Basta acessar nossa página sobre o especialista.

Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4089 / RQE 10592

Médico graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1985. Realizou o doutorado em Medicina e Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1991).   Ver Lattes

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