sintomas do avc

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença súbita que necessita de rápido atendimento, uma vez que causa graves complicações ao sistema vascular e pode levar o paciente à óbito em poucas horas. Reconhecer os sintomas do AVC é o primeiro passo para que a doença seja tratada adequadamente, garantindo que o paciente fique livre de sequelas e possa voltar a ter uma vida normal.

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Contudo, não é isso o que acontece na maioria dos casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrem cerca de 17 milhões de casos da doença no mundo, sendo que 6,5 milhões resultam no óbito do paciente, principalmente pela demora em reconhecer os sintomas e buscar ajuda médica. No Brasil, cerca de 100 mil pessoas morrem vítimas do AVC todos os anos, o que coloca a doença no ranking das que mais matam no país.

Para explicar a importância de reconhecer os primeiros sintomas do AVC e identificar quais são eles, contamos com a participação do Dr. Pierre Galvagni, cirurgião vascular e endovascular da Coris. Acompanhe! 

O que é AVC?

Antes de aprofundarmos nos sintomas do AVC, vamos explicar melhor do que se trata essa doença tão perigosa. O Acidente Vascular Cerebral é uma doença crônica que ocorre quando os vasos sanguíneos que transportam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, fazendo com que a área cerebral afetada fique sem circulação sanguínea. Existem dois tipos de AVC:

AVC isquêmico: é caracterizado pela falta de circulação vascular em uma artéria cerebral, causada pela obstrução ou baixo fornecimento de sangue. Esse tipo de AVC é responsável por 85% dos casos da doença.

AVC hemorrágico: ocorre quando um vaso se rompe, causando hemorragia na região cerebral. A principal causa deste tipo de AVC está relacionada a quadros de hipertensão arterial.

Quais são os sintomas do AVC?

Antes de a doença levar o paciente à óbito ou causar sequelas irreversíveis, o Dr. Pierre afirma que existe uma janela de tempo que começa a contar a partir do momento que o paciente apresenta os primeiros sintomas: “Os sinais são indicativos de que está havendo uma lesão intracerebral, que se não for tratada dentro dessa janela de tempo, vai ser definitiva e causar sequelas ou o óbito do paciente”, explica.

O doutor elenca quais são os principais sintomas da doença:

  • falha repentina na visão;
  • perda de força nos membros, tanto na perna quanto no braço ou nos dois, sempre do mesmo lado do corpo;
  • sensação de formigamento em um dos lados do corpo, parecido com a sensação de uma anestesia em procedimentos dentários;
  • boca torta, puxando para um dos lados;
  • dificuldade para falar e movimentar a língua;
  • dor de cabeça súbita e intensa;
  • vômito e náuseas.

Como identificar os sintomas?

Nem sempre os pacientes percebem que estão tendo AVC, o que representa um grave risco à sua saúde. Por isso, existe uma técnica muito utilizada, denominada SAMU, que pode ajudar a identificar a doença.

Sorriso: tente sorrir; se a boca entortar pode ser um sinal de AVC.

Abraço: levante os braços; se você não conseguir ou se um ou ambos os braços caírem subitamente depois de levantá-los também pode ser sinal de AVC.

Mensagem: tente falar uma frase longa; se você não conseguir se expressar com clareza é mais um sinal de AVC.

Urgência: na presença de qualquer um desses sintomas, chame o SAMU ou vá acompanhado até uma unidade de urgência. 

A importância de buscar ajuda médica

O Dr. Pierre ressalta que os sintomas devem ser tratados de forma rápida: “Assim que o paciente perceber algum sintoma deve investigar o quadro o mais rápido possível em um pronto-atendimento ou serviço de urgência”, pontua. 

Em se tratando de AVC, alguns minutos podem salvar vidas ou evitar que o paciente fique com sequelas graves. Portanto, quando notar a presença de qualquer um dos sintomas do AVC, não hesite em buscar ajuda médica imediatamente. 

Quer conhecer mais sobre a formação, especialidades e experiências do Dr. Pierre Galvagni? Acesse a página do especialista em nosso site!

Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4089 / RQE 10592

Médico graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1985. Realizou o doutorado em Medicina e Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1991).   Ver Lattes

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