O sistema arterial e venoso são responsáveis por transportar o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo o corpo humano. Quando ocorrem obstruções, dilatações ou qualquer alteração que comprometa o correto fornecimento de sangue é preciso realizar um tratamento adequado, que pode envolver a cirurgia endovascular, para evitar maiores complicações à saúde do paciente. 

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Doenças arteriais, venosas e linfáticas comprometem o bom funcionamento do organismo e, em alguns casos, pode levar à óbito se não forem tratadas adequadamente. Por isso, a realização da cirurgia endovascular é tão importante para garantir a correta circulação sanguínea e devolver à saúde do paciente.

Para explicar melhor as principais questões que envolvem a cirurgia endovascular, contamos com a participação do Dr. Gilberto Galego, cirurgião vascular e endovascular da Coris. Acompanhe!

O que é cirurgia endovascular?

A cirurgia endovascular é uma subespecialidade da cirurgia vascular utilizada para o tratamento cirúrgico de doenças que afetam os vasos sanguíneos, arteriais ou venosos. Como o próprio nome indica, trata-se de um procedimento realizado por dentro dos vasos, uma técnica que evoluiu da cirurgia vascular para tornar a cirurgia minimamente invasiva e mais segura. 

O Dr. Gilberto explica que essa é uma especialidade ampla que atende praticamente todas artérias, veias e vasos linfáticos do organismo: “O cirurgião vascular só não atua no coração, que é a área do cardiovascular, e dentro da cabeça, que é especialidade da neurocirurgia. Todo o restante – pescoço, tórax, abdômen, pernas, braços, etc – é de responsabilidade do cirurgião endovascular”.

Como o procedimento é realizado?

A cirurgia endovascular é realizada por meio de uma punção na virilha, por onde é inserido o cateter que será direcionada até a região afetada. O Dr. exemplifica melhor: “Se o paciente tem um entupimento de carótida, nós fazemos uma pequena incisão na virilha, vamos com o cateter até a carótida no pescoço, colocamos o stent (dispositivo metálico que é posicionado dentro dos vasos para mantê-los abertos) e dilatamos esse stent com um balão”.

O procedimento deve ser feito em uma sala híbrida, uma vez que o cateter deve ser direcionado com o uso de contraste, obtido por meio do Raio X. Dessa forma, a prótese que passa por dentro da circulação é visualizada no ambiente externo. “Por isso chama endo, nós percorremos o caminho dentro do vaso para resolver uma doença a distância”, finaliza o Dr. Gilberto. 

Contra-indicações 

Como a cirurgia necessita do uso de contraste, é preciso investigar previamente se o organismo do paciente está apto para eliminar esse contraste posteriormente. O Dr. cita os principais cuidados: “O contraste é uma substância que é eliminada pelo rim, então precisamos ter um cuidado prévio e verificar se o paciente tem uma função renal adequada para poder usar contraste na cirurgia”.

Pacientes grávidas não podem se submeter ao procedimento, com risco de afetar o desenvolvimento do bebê durante a gestação. Além disso, a equipe médica precisa de uma proteção especial para minimizar os riscos à exposição do contraste. 

As novas técnicas

A partir dos anos 1990, as novas técnicas de cirurgia endovascular trouxeram mais segurança ao procedimento. O Dr. Gilberto aponta as principais mudanças: “As novas técnicas permitiram que o procedimento se tornasse minimamente invasivo. Agora, percorremos uma veia ou vaso até o local onde tem uma doença específica, sem precisar fazer um corte, uma cirurgia aberta, como se fazia antigamente”, afirma.

Para entender as mudanças de maneira mais completa, o Dr. explica como o procedimento era feito antigamente e como é realizado hoje em dia: “Se o paciente tinha um aneurisma de aorta, o cirurgião fazia um corte na barriga, parava a circulação e colocava uma prótese no local que estava dilatado. Hoje, a gente faz um furinho na virilha e coloca uma prótese por dentro da circulação para tratar esse aneurisma”, compara. 

Além disso, as cirurgias convencionais apresentavam maior taxa de morbidade e maior tempo de internação. Com as novas técnicas, o paciente é submetido a incisões menores, necessitando de menos tempo de internação e garantindo uma recuperação mais rápida e com riscos menores.

Como é o pós-operatório?

Graças à cirurgia endovascular, o pós-operatório é bem mais tranquilo para o paciente se comparado ao tempo de recuperação da cirurgia convencional. O Dr. explica por quê isso acontece: “Antigamente, era necessário abrir a barriga e trocar a artéria por uma prótese. O paciente fazia uma cirurgia com anestesia geral e ficava internado cerca de uma semana , sem conseguir se alimentar corretamente por 3 ou 4 dias”. 

Já na cirurgia endovascular, o Dr. argumenta que o paciente é liberado em um tempo bem menor: “Hoje, fazemos o procedimento com anestesia local. O paciente vai para a UTI para ficar em observação, mas em muitos casos liberamos no dia seguinte. Por isso, o pós-operatório é muito menos agressivo do que na cirurgia convencional”.  

A importância de escolher bem onde irá realizar

Apesar de ser considerado um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia endovascular pode apresentar alguns riscos, principalmente, para pacientes idosos. Contudo, em todos os casos, o Dr. Gilberto ressalta a importância de escolher cuidadosamente o local e a equipe médica para realizar a cirurgia: “O ideal é que seja feito em ambiente com bom equipamento, material adequado e respaldo de UTI e centro cirúrgico para tratar possíveis complicações”, finaliza. 

Aqui na Coris, oferecemos sempre o que há de mais moderno em exames, procedimentos minimamente invasivos e cirurgias, dentro de uma estrutura que associa conforto e inovação tecnológica. Com olhar amplo sobre a saúde vascular, contamos com uma equipe multidisciplinar qualificada e tecnologia de ponta para contribuir com o diagnóstico e tratamento eficiente.
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Material escrito por:
Cirurgião Vascular e Endovascular - CRM 4874 / RQE 10553

O Dr. Gilberto Galego é membro da equipe Coris Vascular. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-1988) e concluiu o seu doutorado em Cirurgia na Universidad Autonoma de Barcelona (1992). É professor adjunto da UFSC, cirurgião vascular e endovascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Marque a sua consulta com o Dr. Galego aqui na Coris Vascular! Fone: (48) 3322-1043 | (48) 9.8842-6181 (Whatsapp)   Ver Lattes

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